Acarajé da Toinha

““Eu faço o babado do macho e faço o babado da fêmea também”. Palavras de Toinha, baiana do acarajé, que saiu lá de Aracaju por conta do preconceito da própria família e veio parar aqui na Bahia.

Sobe no dendezeiro, colhe o dendê, pila, ferve e faz o seu próprio óleo, natural, artesanal. “Não é igual aqueles da indústria que todo mundo usa, que pesa, dá travo aqui na garganta”.

Ela só usa o próprio dendê nos acarajés que frita na hora e nos abarás. Carurú, vatapá, saladinha, pimentinha das bravas. Vai tudo na palhinha da banana, nas versões “normal com tudo” ou vegana, sem nenhum derivado animal.

Toinha tem uma história tão interessante que virou até curta metragem: tá lá no YouTube, “O babado da Toinha”, de Sergio Bloch . E vale a pena assistir, ver ela preparando o óleo, falando da vida, subindo nos dendezeiros.

Ela fica aqui na pracinha de Serra Grande, começa a montar as coisas por volta das 16h30, vara o fim de tarde e o início da noite servindo.”

Escrito por Lis Cereja